É isso ai...

Depois de passada a crise, abaixada a poeira e limpa toda a merda tanto do ventilador quanto das paredes e mobílias próximas,

Apresentamos uma matéria impressionante e surpreendente, ao mesmo tempo que surpreendentemente impressionante, e vice - versa.

 

Os Escalofanarios conseguiram infiltrar um espião dentro da sala dos controladores de vôo de Brasília! Veja o relatório desse espião:

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800 horas - Finalmente consegui um uniforme de controlador de vôo e comecei a minha investigação. Minha primeira curiosidade foi sobre os monitores que eles usavam. Parecia que muita coisa acontecia lá, mas nada que se assemelhasse a aviões ou trafego aéreo. Quando perguntei para um rapaz que passava por lá, ele me disse que na verdade aqueles monitores eram usados uma vez por semana pela Liga Brasileira de Jogadores de Tetris, e que eu poderia encontrar os computadores que controlavam o trafego aéreo no andar de cima. Eu devia saber, eles estavam simplesmente concentrados demais ou algo assim.

 

920 horas - Já no segundo dia de trabalho pude perceber que nunca mais chamaria aquele período de “dia de trabalho”, a não ser que você seja um programador de jogos de Tetris. Até o horário de almoço a única colisão que impedi foi o choque do meu punho contra os dentes do meu chefe, quando ele disse que cortaria parte do meu salário para comprar um vestido de formatura para a filha dele. Revoltado eu disse “por mim sua filha fica pelada”. Nesse momento senti que não deveria levar a discussão adiante e voltei para o meu jogo de Tetris.

 

1000 horas – Recebi um telefone urgente hoje lê pelas 3:00hs da manhã, pedindo minha presença imediata no trabalho, pois o sistema aéreo brasileiro passava por uma situação delicada. Sem muitas perguntas, corri para a sala de controle. Descobri duas coisas: não fazer perguntas nem sempre é sábio e que certos adolescentes adoram passar trotes em adultos. De resto, foi mais um dia de trabalho comum. O superintendente disse que ainda não precisávamos voltar a trabalhar pois não haviam recebido ainda nenhuma reclamação por fax pelo atraso dos vôos. A única reclamação que chegou dizia: “odeio a aviação brasileira, os controladores do tráfego aéreo e o meu vestido de formatura. Papai, quero um novo”. Não sei porque, mas senti um certa pontada no peito quando meu chefe disse que ia comprar um novo naquela mesma tarde.

PS: A pontada no peito, ao contrário do que imaginava o nosso espião, não era por causa de nehuma menina, e sim devido a suas artérias totalmente entupidas e ao infarte fulminante que lhe acometia naquele exato momento, motivo pelo qual ele teve de parar a matéria por ali. Mas ninguém realmente liga a mínima. Volte Sempre!